Claude Code já roda Bun reescrito em Rust, confirma Simon Willison
Versão 1.4.0 embarcada no assistente da Anthropic ainda não saiu no canal estável do Bun
Versão 1.4.0 embarcada no assistente da Anthropic ainda não saiu no canal estável do Bun
Claude Code, assistente de programação da Anthropic, passou a usar a versão reescrita em Rust do runtime Bun a partir da versão 2.1.181, lançada em 17 de junho. Simon Willison verificou a mudança em 19 de julho ao encontrar referências a "Bun v1.4.0 (macOS arm64)" no binário do Claude — versão que ainda não existe no canal estável do Bun, cujo último lançamento público é o 1.3.14 de 12 de maio. O criador do Bun, Jarred Sumner, afirmou que a troca tornou a inicialização 10% mais rápida no Linux, mas passou despercebida para a maioria dos usuários.
Willison usou dois comandos para confirmar a presença do código Rust. O primeiro, strings ~/.local/bin/claude | grep -m1 'Bun v1', devolve a string de versão exata. O segundo, strings ~/.local/bin/claude | grep -Eo 'src/[[:alnum:]_./-]+\.rs', lista 563 nomes de arquivos terminados em .rs dentro do executável. Os primeiros caminhos expõem a estrutura interna: src/runtime/bake/dev_server/mod.rs, src/runtime/bake/production.rs e src/bundler/bundle_v2.rs. Isso indica que o binário do Claude Code carrega a base de código Rust do Bun em produção, rodando em milhões de dispositivos.
A versão 1.4.0 do Bun em Rust está disponível apenas no canal canary — instalável com bun upgrade --canary —, segundo atualização do próprio Willison. Um commit de 17 de maio alterou o package.json para 1.4.0, mas a versão não recebeu tag de lançamento estável no GitHub e não foi alterada desde então. O Claude Code, portanto, distribui uma prévia que ainda não chegou ao público geral do Bun. O truque de Ajan Raj confirma a versão embutida: um script TypeScript pré-carregado via BUN_OPTIONS="--preload=/tmp/bun-version.ts" claude --version imprime 1.4.0 no terminal.
Sumner descreveu a migração como "boring is good" — chato é bom —, sinalizando que a troca não quebrou nada visível. Willison trata o relato com cautela: a evidência técnica confirma o uso do código Rust, mas o ganho de 10% na inicialização no Linux vem da afirmação do criador do Bun, não de medição independente. O restante do desempenho, segundo Sumner, mal foi notado. A postagem original foi publicada às 3h54 da madrugada de 19 de julho de 2026.
A adoção pelo Claude Code mostra confiança da Anthropic na reescrita do Bun antes mesmo do lançamento oficial. O runtime, originalmente em Zig, passa a ter núcleo em Rust — movimento que acompanha a tendência de projetos de infraestrutura migrarem para a linguagem por segurança de memória e desempenho. O Bun canary já roda em produção disfarçado dentro de um dos assistentes de código mais usados, com as tags do autor marcando rust 112, anthropic 315, claude-code 123, bun e jarred-sumner.